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em Os Autonautas da Cosmopista
quase nunca aceitei o nome-rótulo das coisas e penso que isso se reflete em meus livros. Não vejo motivo para tolerar invariavelmente o que nos vem de antes e de fora, e então fui colocando, nas pessoas que amei e que amo, nomes que nasciam de um encontro, de um contato entre chaves secretas, e aí mulheres foram flores, foram pássaros, foram bichinhos do bosque, e houve amigos com nomes que até mudavam depois de completo o ciclo, o urso podia virar macaco, como alguém de olhos claros foi nuvem e depois gazela e noite que se tornou mandrágora, (de Julio Cortázar)
Escrito por Belina&Médici às 09h16
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